A Bela que é Fera

Uma fera não pode ser bela, mas uma bela pode ser feríssima!

A Bela que é Fera

Uma fera não pode ser bela, mas uma bela pode ser feríssima!
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Terra Blog

09.08.07

Endereço Novo!

É, migrei para o blogspot!

Quem quiser me visitar, entre no: http://umabelafera.blogspot.com/

Estarei visitando todos e linkando também! Até lá!

04.07.07

De grão em grão...

 

E então "devagar se vai ao longe". (...)

Pensando bem, os ditos populares mais clichês fazem parte de uma massa que  (ao meu ver) poderiam nomear como forma inteligente de delinear grandes experiências de vida, portanto não os nego. Descarto a mesmice e penso somente na sabedoria implícita nesses ditos populares que se não cansam e atrapalham são (e por que não?) de grande valia.

E venho pensando que "de grão em grão - não comido - a galinha não enche o papo". O que na verdade é uma brincadeira,  afinal "de grão em grão a galinha enche o papo", no sentido de "devagar se vai ao longe". Ou seja, um pouco por dia, faz muito à longo prazo. E esse muito não tem a ver necessariamente com a idéia de "volume", e sim de "acontecimento favorável". Isso tudo porque mantenho uma dieta à alguns dias e tenho uma meta para eliminar alguns dos quilos que a balança me revela.

A balança é aquela amiga duvidosa da mulher. É aquela amiga que a gente nunca sabe quando é que "vai dar o cano", "dar mancada" ou atrapalhar nossas vidas, justo quando mais precisamos dela. E mesmo quando ela nos chateia, perdoamos e voltamos à procurá-la. Algumas vezes a balança-amiga-duvidosa tem uma informação preciosa que precisamos saber a todo custo (e que somente ela sabe, e que somente ela revela), e para isso é útil. Ao mesmo tempo que caçoa e se aproveita de nós, nos vingamos ao tentar (e muitas vezes conseguir!) ser melhor que ela. Nenhuma de nós gostamos de ser derrotadas por uma amiga (que sempre se revelou duvidosa), ou mesmo por uma balança, essa que é a verdade.

Mas não quero detalhar a alma feminina, até porque muitas vezes eu não entendo nem mesmo aquela que reside em mim. Principalmente em sua complexidade. Da mesma forma, não sinto muita vontade de aprofundar as características culturais dos ditados populares, assunto do qual iniciei essa prosa. Apenas pretendo unir aquilo que a sabedoria popular insiste em dizer ao poder latente da mulher que existe em mim. E então, "sem tempestade num copo d'água" poder enfim concretizar

29.06.07

Menina Veneno

Eu conheço bem a força que ela tem. Não é comum, é eficaz. É um sopro-tufão de inverno que impele a alma. É o bramido da fera. É a vertente voraz que arrasta. E conspira, como qualquer idéia positiva. Porque não teme. Porque não se esconde. E flagra. É de improviso que causa incomodidade e alvoroço, num pulo, num tapa. Calcula e administra, sempre aplaudida. E eu a vejo sobressair, me espanto mas não posso desprezá-la. É impossível me desfazer dela. É impossível deixá-la de lado, impossível. E continua, encanta, seduz, transborda admiração. Vitoriosa, contrói o império que almejo, mas ela surge sem que eu perceba. Não posso agarrá-la. Ela divide-se entre muitas outras, somando apenas vinte e cinco por cento de mim.

21.06.07

Inquietação...

Eu não sei por onde começar. Desgastada, necessito me lapidar. Busco uma - ou mais de uma - resolução.  Aprender ou ensinar? Quero conselhos, mas questiono cada opinião que gentilmente me entregam. Sou a ingratidão tocando a campainha do desespero. E me invade alguns sentimentos efêmeros que pouco me impulsionam, pouco me lançam para frente. Sou atada pela voz da indecisão e da concórdia, contrapostas clamando felicidade, vendendo o peixe que lhes cabe. As idéias parecem sedutoras, mas se assemelham à fantasias (que teimam em dizer que são realidades). Será que deixei de acreditar na fada-dos-talentos-que-tenho? Antes tão apaixonada por tudo o que escrevia, e ultimamente avalio tudo como meia-boca. Até mesmo os que não saem do papel e ninguém - meu Pai! - ninguém lê. Minha mente me causa estranheza. Vou sair para pensar... Me deixar seduzir pelos planos que tenho, são muitos, são muitos...  É só o que tenho em mãos, em gestos.

19.06.07

Despretenciosa

Distraída, não sei se sou. Mas imagino um mundo que não é o meu. Como se eu flutuasse em pleno verão, no sofá, olhando para a tela da tevê. A tevê ligada o dia todo, não gosto, mas tolero. Tolero as coisas que dizem sobre os meus movimentos. Tolero olhares e tolero palavras. Não ligo e não lido também, como se fosse indiferente. E é, como aquela história do velho sábio que diz que os desaforos são como os presentes, se não os aceitamos pertencem à quem os oferece. Aprendi a ser calma e tolerante de repente. Num piscar de olhos, sem pensar na minha existência ouriçada. Quem é que não aprende a lidar com uma vida conturbada? Na marra, meu querido, na marra. Não dá para voltar no tempo, consertar o que não foi, e quase foi e já é. Se é, já foi. Mas eu tento compreender essa faísca modesta que permanece acesa em mim. Despretenciosa? É. Como quem tem sonhos e os tranca no porão. Como quem tem garra, mas tem um ócio estagnado. Como quem tem fé, mas tem confusão. O que há de errado então? Pensando bem, distraída pela maré que carrega a vida. Não tem culpa. Sem medo e sem culpa eleva uma virtude e detona inúmeros talentos.